É Preciso Planejar para Reduzir Custos

Em época de crise ações que visam a redução de custos são muito comuns, principalmente por serem revestidas de expectativas de obtenção de resultados a curto prazo e “desafogar” o caixa da empresa. No entanto há que se tomar muito cuidado antes de empreende-las e coloca-las em prática, principalmente para que as mesmas não geram efeito contrário ao pretendido, comprometendo o negócio da empresa naquilo que está funcionando adequadamente mesmo em momento adversos e até mesmo por em risco a sua sobrevivência.

O processo de redução de custos deve ser precedido de um planejamento detalhado e elaborado com muito cuidado, se possível com o apoio de assessores especialistas, utilizando ferramentas, critérios sustentados e justificados nos resultados esperados e devidamente calculados, tanto no curto como médio prazos – pelo menos.

Técnicas que auxiliam na projeção dos efeitos econômicos e operacionais dos cortes, devem ser utilizadas para desenhar cenários pós ajustes, compreendendo não somente o efeito nos custos diretos como efeito no negócio e operações da empresa, servindo de apoio ao processo de decisão, evitando ajustes que podem ser maléficos ao invés de beneficiar a empresa. Por exemplo, a redução desordenada de profissionais da área comercial pode comprometer as vendas que ainda se sustentam, por outro lado, uma análise de performance versus resultados históricos e análises de efeitos futuros pode indicar a melhor forma de promover os cortes necessários na área.

Outra ação que muitas vezes, se feita de maneira desordenada e em momentos inapropriados, pode resultar em efeitos contrários aos pretendidos é a demissão de profissionais em massa sem o devido efeito temporal no caixa da empresa – como se sabe a demissão gera uma séria de encargos adicionais, que podem comprometer ainda mais as finanças - algumas alternativas como férias coletivas, compensação de banco de horas, etc. pode trazer resultados mais vantajosos de curto prazo.

A identificação clara de investimentos também é uma das análises importante deste processo – projetos com efeito de longo e médio prazo devem ser postos em “segundo plano” frente aqueles com resultados de curto prazo e, principalmente, destacados e priorizados os projetos essenciais e direcionados a impulsionar a eficácia e rentabilidade da Empresa.

Estar atento a eventuais parcerias estratégias que geram sinergia e promovem eficiência de processo e por conseguinte redução de custos também é muito importante em períodos adversos – aquele concorrente que tem causado “dor de cabeça” em muitas ocasiões, pode ser uma opção interessante para a circunstância, pois além de gerar sinergia, pode trazer menor competividade propiciando aumento de margens ou ganhos de escalas e fluxo de caixa.

Enfim, a cautela, organização, planejamento e experiência, pode contribuir em muito para a adoção de medidas acertadas que realmente contribuirão para o alcance dos objetivos esperados.

Mazars Brasil | Advisory Group

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